Preço de transformador 75 kVA, 112,5 kVA e 150 kVA instalado (2026)

O transformador é o item mais caro de uma subestação pequena, e as cotações variam muito de um fornecedor para outro. Aqui você encontra faixas de preço de 2026 para óleo e seco, o custo de instalar e os fatores que explicam a diferença entre uma proposta e outra.

9 min de leitura Revisado por Eng. Rhayanna Larissa Ferreira dos Santos · CREA-PE nº 182427058-5
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Transformador trifásico a óleo de 112,5 kVA instalado em poste de subestação aérea
Transformador trifásico a óleo de 112,5 kVA instalado em poste de subestação aérea
Neste artigo
  1. Tabela de preços 2026
  2. Custo de instalação
  3. Peso no custo total
  4. O que muda o preço
  5. Óleo ou seco
  6. Qual potência escolher
  7. Perguntas frequentes
  8. Autor e revisão técnica

Quanto custa um transformador de 75, 112,5 ou 150 kVA instalado? Em 2026, um transformador a óleo classe 15 kV custa de R$ 11 mil a R$ 27 mil só o equipamento, conforme a potência. Instalado em poste, com acessórios, frete e mão de obra, fica entre R$ 17 mil e R$ 40 mil. O modelo a seco custa de 1,8 a 2,2 vezes mais.

Tabela de preço do transformador em 2026

Os valores abaixo são faixas de referência de 2026 para transformadores trifásicos novos, classe 15 kV (usados nas redes de 13,8 kV), com secundário 380/220 V e etiqueta do Inmetro. Valores de referência de 2026; confirme com orçamento.

PotênciaÓleo (só equipamento)Seco em resina (só equipamento)Óleo instalado em poste
75 kVAR$ 11 mil a R$ 17 milR$ 20 mil a R$ 35 milR$ 17 mil a R$ 28 mil
112,5 kVAR$ 15 mil a R$ 22 milR$ 25 mil a R$ 45 milR$ 22 mil a R$ 34 mil
150 kVAR$ 19 mil a R$ 27 milR$ 28 mil a R$ 50 milR$ 27 mil a R$ 40 mil

As faixas são largas por um motivo simples: o mesmo transformador pode ter preço bem diferente à vista ou faturado, em estoque ou sob encomenda, com ou sem frete. Por isso, compare propostas sempre na mesma base.

A potência certa vem do cálculo de demanda, não do preço. Se ainda não tem esse número, comece pelo guia de como dimensionar o transformador da subestação.

Quanto custa instalar o transformador

"Instalado" significa o equipamento no lugar, ligado e testado. Para uma subestação aérea, entram na conta:

  • Frete até a obra. De fábricas do Sudeste para Pernambuco, Paraíba, Alagoas ou Rio Grande do Norte, o frete pode somar R$ 1.500 a R$ 4.000, conforme peso e distância.
  • Içamento. Caminhão munck ou guindaste para colocar o transformador no poste: R$ 800 a R$ 2.500 por diária.
  • Acessórios de montagem. Suporte, cruzetas, chaves fusíveis, para-raios, conectores e cabos de ligação: R$ 2.000 a R$ 6.000.
  • Mão de obra especializada. Equipe habilitada pela NR-10 para montagem e ligação: R$ 1.500 a R$ 4.000.
  • Ensaios. Resistência de isolamento e relação de transformação antes da energização: R$ 800 a R$ 2.000.

Somando, a instalação de um transformador a óleo em poste fica entre R$ 6 mil e R$ 13 mil. No transformador a seco, que vai em abrigo de alvenaria ou cubículo metálico, a instalação sobe porque exige base, ventilação e invólucro, que fazem parte da obra do abrigo.

Atenção: desconfie de cotação de transformador muito abaixo da faixa. Pode ser equipamento usado repintado, sem ENCE do Inmetro ou fora da especificação da concessionária. Os riscos dessa escolha estão em transformador usado ou recondicionado: os riscos que ninguém conta.

Quanto o transformador representa no custo da subestação

O transformador é caro, mas não é a maior parte da conta. Numa subestação aérea de 75 kVA a 150 kVA, ele costuma representar de 20% a 35% do custo total. O restante se divide entre projeto e aprovação, poste e estrutura, medição, quadro de baixa tensão, aterramento, cabos e obra civil.

Item da subestação aéreaParticipação aproximada no custo
Transformador instalado20% a 35%
Poste, estrutura e proteção de média tensão15% a 25%
Medição, quadro geral e cabos de baixa tensão15% a 25%
Aterramento e SPDA do poste5% a 10%
Projeto, ART, aprovação e laudos10% a 20%
Obra civil (base, mureta, eletrodutos)5% a 15%

Na prática, isso quer dizer que escolher um transformador mais barato economiza pouco no total. Já errar a potência e ter de trocar o equipamento depois custa a subestação inteira de novo, ou quase. Para entender cada componente, veja transformador, cubículo e proteção. O custo de itens específicos aparece em quanto custa poste padrão instalado e quanto custa aterramento elétrico.

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O que muda o preço do transformador

Duas propostas para "transformador de 112,5 kVA" podem descrever equipamentos bem diferentes. Confira estes pontos:

  • Classe de tensão. A classe 15 kV atende redes de 13,8 kV, padrão na maior parte das cidades do Nordeste. Equipamentos de classe 24,2 kV ou 36,2 kV são mais caros e só fazem sentido onde a rede opera nessas tensões.
  • Perdas e eficiência. Transformadores de distribuição em líquido isolante seguem a regulamentação de eficiência do Inmetro, dentro do Programa Brasileiro de Etiquetagem, com perdas máximas em vazio e em carga e etiqueta ENCE obrigatória. Modelos com perdas menores usam mais material e custam mais, mas gastam menos energia por 25 anos ou mais.
  • Material do enrolamento. Cobre ou alumínio. O alumínio é mais barato; ambos funcionam bem quando bem projetados.
  • Homologação na concessionária. Algumas distribuidoras exigem fabricante ou modelo com documentação específica. Comprar fora disso pode travar a vistoria.
  • Frete e prazo de entrega. Pronta entrega custa mais caro que encomenda com prazo de 45 a 90 dias. Se o seu cronograma é apertado, esse prêmio pode valer a pena.
  • Câmbio e preço do cobre e do aço silício. São insumos cotados em dólar. As tabelas dos fabricantes costumam ser reajustadas várias vezes por ano.
  • Condição de pagamento. A diferença entre pagar à vista e faturar em 30, 60 ou 90 dias pode chegar a 10%.

Dica de compra: peça a cotação com potência, classe de tensão, tensões primária e secundária, derivações, perdas declaradas, material do enrolamento, prazo, frete (FOB ou CIF) e relatório de ensaios. Só assim dá para comparar fornecedores de forma justa.

Quando escolher transformador a óleo ou a seco

O transformador a óleo usa óleo isolante para isolar e resfriar as bobinas. O a seco tem bobinas encapsuladas em resina epóxi e é resfriado pelo ar. Cada um tem seu lugar:

CritérioÓleoSeco
PreçoMenorCerca de 1,8 a 2,2 vezes maior
Instalação típicaPoste ou área externaAbrigo interno ou cubículo
Risco de incêndio e vazamentoExige bacia de contenção e afastamentos quando abrigadoBaixo, sem líquido inflamável
ManutençãoAnálise periódica do óleoLimpeza e inspeção térmica
Ambiente salino do litoralBom, com pintura adequadaExige invólucro com grau de proteção maior
Prazo de entregaMais oferta em estoqueNormalmente sob encomenda

Em regra: subestação aérea, área externa e orçamento enxuto pedem óleo. Subestação dentro de prédio, shopping, hospital ou condomínio, perto de pessoas e de rotas de fuga, pede seco. A NBR 14039 traz exigências de proteção contra incêndio para transformadores com líquido isolante em ambientes abrigados, o que muitas vezes torna o seco a solução mais barata no conjunto da obra. A escolha entre os tipos de subestação está detalhada em subestação abrigada ou aérea.

Em cidades litorâneas como Recife, João Pessoa, Natal e Maceió, a maresia acelera a corrosão. No transformador a óleo, peça pintura própria para ambiente agressivo. No seco, o invólucro e a ventilação precisam ser pensados para não acumular sal nas bobinas.

75, 112,5 ou 150 kVA: qual faz mais sentido

De forma geral, um transformador de 75 kVA atende demandas de até cerca de 60 kW a 65 kW com folga; o de 112,5 kVA, até cerca de 90 kW a 95 kW; e o de 150 kVA, até cerca de 120 kW a 125 kW, considerando fator de potência de 0,92 e uma reserva de segurança. São referências; o cálculo real depende do perfil da carga.

A diferença de preço entre um degrau e outro fica em torno de R$ 4 mil a R$ 6 mil no modelo a óleo. Quando há expansão prevista, subir um degrau na compra costuma sair mais barato do que trocar o equipamento em poucos anos. Para comparar as potências maiores, consulte subestação de 112,5 a 300 kVA: como dimensionar. E lembre que, com carga acima de 75 kW, a subestação é obrigatória, como explica o artigo sobre carga instalada acima de 75 kW.

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O prazo de entrega também entra na decisão: se o transformador escolhido está só sob encomenda, isso pesa no cronograma geral, como mostramos em quanto tempo demora construir uma subestação.

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Quer uma cotação de transformador já instalado?

A Exitogrid dimensiona a potência, especifica o transformador conforme a concessionária, cota com fabricantes e entrega a subestação instalada e energizada. Credenciada na Neoenergia (Tipos 1 a 6), com atuação em PE, AL, PB e RN.

Revisão técnica Eng. Rhayanna Larissa Ferreira dos Santos

Engenheira Eletricista – Responsável Técnica da Exitogrid · CREA-PE nº 182427058-5

Conteúdo revisado em .

Perguntas frequentes

Porque 112,5 kVA é uma potência padronizada pela ABNT para transformadores trifásicos de distribuição, entre 75 kVA e 150 kVA. Ela atende bem pequenas indústrias, supermercados e condomínios e tem boa oferta em estoque, o que ajuda no preço e no prazo.
Normalmente não. O preço de tabela costuma ser do equipamento posto na fábrica ou no distribuidor. Frete, descarga com caminhão munck, acessórios de montagem, mão de obra e ensaios entram à parte. Sempre pergunte se a cotação é FOB ou CIF.
Não necessariamente. As perdas dependem do projeto de cada modelo. Em potências pequenas, o transformador a óleo eficiente costuma ter perdas iguais ou menores. A vantagem do seco é a segurança contra incêndio e a ausência de óleo, não a economia de energia.
Pode, desde que o equipamento siga a especificação do projeto aprovado, tenha a etiqueta ENCE do Inmetro e venha com relatório de ensaios de fábrica. Transformador fora do padrão pode ser recusado na vistoria da distribuidora, o que atrasa a ligação.
Com carga dentro da potência nominal e manutenção periódica, um transformador a óleo costuma durar de 25 a 30 anos ou mais. Sobrecarga constante, calor excessivo e falta de manutenção no óleo reduzem bastante essa vida útil.
Vale quando há expansão prevista em até 3 a 5 anos. A diferença de preço entre os dois é pequena perto do custo de trocar o transformador e refazer a aprovação depois. Se não há crescimento previsto, o maior fica ocioso e tem perdas em vazio um pouco maiores.

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